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Sendo o Norte do País previlegiado em termos de abundância de florestas de Laminárias, o NAAUP não poderia deixar de apoiar o Projecto Findkelp sediado na Un. Algarve sob a orientação do Dr. Jorge Assis, divulgando e recrutando voluntarios por forma a poder contribuir da melhor forma com informação concreta e específica até porque a formação base e enquadramento científico do Núcleo reside nas Ciências do Meio Aquático (ICBAS-UP), sendo por isso uma mais valia para a recolha de dados e respectivo mapeamento das Laminárias na zona geográfica onde o NAAUP está inserido.

Desta forma seguem-se breves informações que poderão ser de interesse para os voluntários, bem como a explicação de certos factores que influenciam estes magníficos ecossistemas ainda pouco explorados por muitos.

Assim, para além da contribuição para um projecto que visa estudar a distribuição das várias espécies de Laminárias ao longo da nossa costa, pretendemos em simultâneo dar a conhecer a riqueza e biodiversidade existente nestes nichos ecológicos na forma de saídas organizadas, que necessáriamente envolvem o mergulho como ferramenta essencial para recolha de informação.

Todos aqueles que pretendam contribuir activamente na recolha destes dados serão bem-vindos nas nossas saídas organizadas para o efeito.
(clicar aqui para aceder aos nossos contactos)

(clicar na imagem para a versão ampliada )

Para aqueles que nunca tiveram a oportunidade de mergulhar nestes locais e conhecer a riqueza existente, aqui fica um breve vídeo ilustrativo recolhido nas nossas águas:

Assim nesta página estão assinalados os processos essenciais que envolvem o desenvolvimento destas macroalgas, bem como fenómenos limitantes à sua existência;

É também revista a envolvência económica e dados relativos à exploração comercial bem como explicitados dados sobre a sua constituição, composição nutricional, aplicações e utilizações.

Estão também patentes imagens de diversas espécies, por forma a permitir um reconhecimento das várias espécies de laminárias, bem como um digrama explicativo do seu ciclo de vida para aqueles que se interessam pela botânica aquática.

Em geral os três processos que interactuam no control do desenvolvimento das florestas de laminárias, são:

  1. Recrutamento
  2. Crescimento
  3. Competição.

Localmente, as florestas de laminárias establecem-se e são mantidas graças a dispersão dos zigotos, que crescem e são afectados por mortalidade resultante da competição intraespecífica, durante a fase bêntica do seu ciclo de vida.

O recrutamento é maioritariamente sazonal e influenciado por condições ambientais.

As laminárias dominam as zonas costeiras de águas frias a temperadas, mas podem ser fisiologicamente afectadas com altas temperaturas da água do mar, particularmente quando a quantidade de nutrientes é baixa; O crescimento das laminárias depende das interacções entre a disponibilidade de alimento, temperatura e luz.

Vejamos a estratificação e zonação costeira existente num caso exemplo resultante de um estudo na nova Zelândia:

fonte: HAURAKI GULF MARINE SURVEY (Nova Zelândia)

Em Algumas regiões onde não se verificam fenómenos de upwelling(?), os períodos de baixas concentrações de nutrientes correspondem à altura do Verão, onde a temperatura da água está estratificada (termoclinas). O Efeito combinado de baixa quantidade de nutrientes disponíveis e altas taxas de respiração, resultam na erosão mais rápida das laminárias, do que a sua própria taxa de crescimento. (Gagne e tal 1982).

Nas florestas de laminárias onde ocorrem fenómenos de upwelling, o aumento da quantidade de nitrogénio (ex. Sul da California, USA) acrescido ao aumento das temperaturas da água superficial, são indicadores de baixa disponibilidade de nutrientes.

Assim o fenómeno “El Ninõ” (upwelling) resulta na diminuição agravada de nutrientes disponíveis, acabando por exterminar as florestas existentes.

Como resultado, a distribuição, abundância e tamanho das laminárias, são inversamente proporcionais á medida que a temperatura das águas do mar aumenta.

A diminuição da qualidade de água costeira resulta muitas vezes num agravamento de turbidez derivado a partículas e plancton em suspensão.

Se isto ocorre, implicará uma diminuição das áreas ocupadas pelas laminárias em resultado da diminuição da penetração de luz;

(clicar para ver versão ampliada: Destaque para a zona Eufótica)

No caso da quantidade de ferro dissolvida na água ser extremamente baixa, resulta numa diminuição da capacidade produtiva das laminárias.

Se compostos derivados de nitrogénio aumentam na sequência dos sistemas de águas pluviais e esgotos, ou existe um aumento de nitrogénio atmosférico, a quantidade de nutrientes disponíveis poderá aumentar; no entanto, o impacto resultante do aumento de nutrientes por acção humana só são evidentes em zonas costeiras onde a troca de águas é limitada, dando a falsa ideia de que essa zona costeira floresce graças a fenómenos naturais e não, devido a intereferências antropogénicas.

As laminárias são organismos que dentro dos designados “bottom-dwellers” (aqueles que vivem e se alimentam no substrato), que ocupam grandemente a zona eufótica. (zona onde a de penetração de luz solar permite que se realize a fotossíntese).

O seu tamanho e relação com a biomassa existente, limitam a sua distribuição local e globalmente.

As laminárias estão entre os macrófitos subtidais que se podem encontrar em grandes quantidades a baixas profundidades.

Mapas de distribución de algas marinas de la Península Ibérica.IV. Laminaria ochroleuca Pylaie, L. hyperborea (Gunner.) Foslie y L. saccharina (L.) Lamour. (Laminariales, Fucophyceae)* J.L. Izquierdo, M.J. Navarro & T Gallardo, 1993

(imagem constante do artigo referido acima e disponível em pdf aqui)

As florestas de laminárias não se desenvolvem nas altas latitudes devido as limitações de luminosidade solar, ao passo que nas baixas latitudes o factor limitante passa a ser a pouca disponibilidade de nutrientes existente bem como as altas temperaturas da água e respectiva competição com outros macrófitos que proliferam nessas áreas.

A baixas profundidades, as zonas rochosas das latitudes médias a nível global permitem o desenvolvimento de estruturas complexas e altamente produtivas onde as laminárias proliferam.

Zonação Vertical Costeira – Destaque para a localização das Laminárias.
In Fauna Submarina Atlântica, Saldanha, L. 1997)

As laminárias são as únicas algas capazes de alterar a ecologia e oceanografia local; impedem a acção erosiva resultante da força do mar, criando zonas de sobra dentro das suas florestas providenciando um habitat físico para organismos acima do limite bêntico e distribuindo recursos tróficos aos habitats à sua volta.

A “desflorestação” das laminárias a nível global, resulta também do acto de “Grazing” (acção herbívora) por parte dos ouriços-do-mar, que por seu lado é controlado pelas oscilações das populações dos seus predadores naturais, onde as consequências da acção humana de colheita destas algas para fins comerciais é mínima.

As florestas de laminárias no Pacifico Leste, podem ter facilitado uma migração costeira precoce para as Americas.

A concentração e alta produtividade dos vertebrados e invertebrados ao longo desta costa, poderão ter providenciado aos colonos destas terras, uma fonte estável de alimento à cerca de 15 a 10 MA.

Os dados arquelógicos indical que a colonização humana das zonas costeiras envolveu a exploração de organismos associados às florestas de laminárias durante centenas de anos, o que por sua vez resultou em episódios pontuais de desaparecimento dos predadores naturais das laminárias nessas áreas, por ausência de alimento disponível, bem como crescimentos exponenciais de ouriços-do-mar e desflorestação.

Nos últimos 2 séculos, a exploração comercial das florestas de laminárias levou ao desaparecimento dos predadores de ouriços-do-mar, tais como a lontra marinha do Pacífico norte, e do bacalhau no Atântico Norte.

Nestes ecossistemas, a abundância de ouriços-do-mar, aumentou, e as florestas de laminárias foram altamente devastadas.

A biodiversidade nas florestas de laminárias pode também ajudar a resistir à invasão de espécies-não nativas.

No Atlântico Norte onde ocorreu a introdução de espécies de algas (não endémicas), aumentou a competição directa sobre as laminárias, colocando em causa a sua manutenção já que os fundos marinhos foram ocupados por essas espécies concorrentes.

Outros herbívoros e espécies predadoras podem ter tomado controle e ganhando dominância sobre os componentes desse ecossitema.

As alterações climáticas regionais e globais, tiveram impactos consideráveis nas florestas de laminárias.

O aumento da frequência de eventos de upwelling, alterações do regime oceanográfico bem como tempestades violentas causam a desflorestação dos campos de laminárias.

Estes factores quando combinados com fenómenos de sobrepesca, resultam numa grande perda de biodiversidade, aparentando ser a maior ameaça à estrutura e funcionamento destes sistemas num panorama teórico considerado até ao ano de 2025.

Devem ser efectuadas novas medidas de gestão e conservação dos ecossistemas constituídos pelas florestas de laminárias no sentido de restaurar a biodiversidade.

Exemplo:

The structure and functioning of marine ecosystems: an environmental protection and management perspective.
CHARACTERIZATION AND IMPORTANCE FOR MANAGEMENT HABITAT:
Rocky shores (PDF)
fonte: MarLIN

Em particular as espécies, como a lontra-marinha e o bacalhau, poderão restaurar o seu papel funcional no ecossistema. (Califórnia do sul e Atlântico norte respectivamente).

O investimento na educação das populações e público em geral torna-se necessário par que este objectivo seja conseguido.

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Distribuição das Florestas de Laminárias nas Costas da Europa:

  • UK Marine Special Areas of Conservation (SAC´s) see more here

Alaria esculenta

Laminaria digitata

Laminaria hyperborea

Laminaria ochroleuca

Laminaria rodriguezii

Laminaria saccharina

Laminaria japonica

Laminaria solidungula

Phyllariopsis breviceps

Phyllariopsis purpurascens

Saccorhiza dermatodea

Saccorhiza polyschides

Undaria pinnatifida

ESPÉCIES DE LAMINÁRIAS: FONTE MARBEF:

Saccorhiza polyschides, 50 views
Saccorhiza polyschides
Saccorhiza polyschides, 52 views
Saccorhiza polyschides
Saccorhiza polyschides, 55 views
Saccorhiza polyschides
Laminaria ochroleuca, 11 views
Laminaria ochroleuca
Laminaria ochroleuca, 15 views
Laminaria ochroleuca
Laminaria ochroleuca, 8 views
Laminaria ochroleuca
Laminaria hyperborea, 10 views
Laminaria hyperborea
Laminaria hyperborea, 8 views
Laminaria hyperborea
Alaria esculenta, 129 views
Alaria esculenta

Laminaria digitata, 128 views
Laminaria digitata

Laminaria saccharina, 144 views
Laminaria saccharina
Laminaria solidungula, 132 views
Laminaria solidungula

Kelp forest (Laminaria hyperborea)., 297 views

Kelp forest (Laminaria hyperborea).

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Exploração comercial e dados Nutricionais:

As algas castanhas são utilizadas principalmente na alimentação humana, como complemento dietético, fertilizante e rações para animais. São extremamente ricas em iodo, mas esse é apenas um dos componentes explorado.

As laminárias contêm praticamente todos os minerais necessários para a existência humana, contendo também aminoácidos e vitaminas.

Em 1750, Bernard Russell executou uma experiência onde laminárias secas foram queimadas e utlizadas como medicamento para o tratamento de uma disfunção da tiróide já que, o iodo promove o bom funcionamento desta glândula; em 1962, C. Dupare, começou a utilizar as laminárias como complemento alimentar para combater a obesidade. (fonte)

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Composição Nutricional:

Chlorine 0.1 – 1% Iodine 300 – 700 ppm (winter – summer)
Sodium 1 – 3% Copper 8 – 16 ppm
Potassium 3 – 7% Zinc 7 – 60 ppm
Sulfur 3 – 4% Manganese 3 – 50 ppm
Calcium 1 – 6% Selenium 0.5 – 3 ppm
Protein 9 – 11%, Main amino-acid, Tyrosine 8.5g/kg (8,500ppm)

A investigação sobre as propriedades das Laminárias bem como outras algas nomeadamente sobre o seu papel anticarcinogénico, levou à proposta de que poderiam prevenir o aparecimento do cancro da mama, pela redução de colesterol plasmático, afectando os esteróides biliares, a actividade antioxidante dos fosfolípidos, inibição da flora fecal carcinogénica, etc. Assim foi sugerido que a ingestão de algas marinhas, nomeadamente laminárias, poderá prevenir o aparecimento de cancro da mama, e assim este hábito alimentar japonês poderá ser um importante factor para compreender a baixa taxa desta forma de cancro neste pais.(Teas J, Med Hypotheses, 7(5): 601, 1981; Teas J, Nutrition Cancer 4(3): 217, 1983; Teas J, et al, Cancer Res 44(7): 2758, 1984). (+& fonte:)

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Info básica: Laminária hyperborea

Laminaria hyperborea

Fonte:MarLIN

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Botânica Aquática:

Ciclo de Vida Típico das Laminárias:

Life cycle of a typical kelp Laminaria sp.

By Kent Simmons

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Referências Bibliográficas:

  • Steneck et al. 2002 (PDF)
  • Steneck et al. 2004 (PDF)

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Laminárias e Mexilhão, ajudam a reduzir factores poluentes

One Trackback/Pingback

  1. […] Mais informação sobre as Laminárias:> […]

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